quinta-feira, 19 de maio de 2011

LITERATURA E ARTE - RELAÇÕES ENTRE IMAGEM E PALAVRA

SESC Vila Mariana
Dia(s) 24/05, 26/05, 31/05, 02/06, 07/06, 09/06
Terças e quintas, das 19h às 22h

Esta atividade de criação literária visa explorar as relações complexas entre literatura e artes plásticas na contemporaneidade. Serão examinados algumas possibilidades de entrecruzamento da literatura e da arte por meio de análises de obras literárias e visuais. No centro do curso estará a noção de ecfrase, ou seja, da reinvenção verbal de criações plásticas. À luz das análises preliminares, serão propostos exercícios de escrita aos participantes e a subsequente leitura e discussão destes textos. Com a escritora Verônica Stigger. Sala 3, 6º andar - Torre A. Inscrições na Central de Atendimento, a partir de 26/04. 

R$ 40,00 [inteira]
R$ 20,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 10,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

Informações:

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=193341

PRÓXIMOS CURSOS SESC BELENZINHO

O SESC Belenzinho oferece vários cursos gratuítos dentro do Laboratório de Escrita e Poéticas. Confira os próximos cursos:


De 17/05 a 14/06. Terças, das 18h30 às 21h30. Diferente do romance que é irrigado por vários rios-histórias, o conto é apenas um riacho. Gênero que exige economia, ritmo e tensão, o conto, desde a primeira linha, como nos lembra Antonio Skarmeta, chama, acena e convoca para o final. O objetivo dessa oficina é apresentar as diversas modalidades da narrativa breve atual, discutir seu processo de criação e motivar os participantes, com exercícios de sensibilização, a mover as águas de seus riachos ficcionais. Com João Anzanello Carrascoza. Duração: 5 encontros. Sala de Oficinas 2. 15 vagas. Inscrições a partir de 03/05, no 1º pavimento, a partir das 14h.
 
 
De 14/06 a 28/06. Terças, das 15h às 18h.   Por meio de exercícios específicos fundamentados na percepção sensorial e na leitura de textos literários, que têm como temática os cincos sentidos, os participantes poderão se expressar e desenvolver a linguagem escrita. A experiência vivenciada pela sensibilização dos sentidos como forma de estímulo para a produção textual será a base do trabalho. Haverá a leitura de textos de Marina Colasanti, Italo Calvino e João Cabral de Melo Neto. Coordenação: Carla Caruso. Duração: 3 encontros. Acima de 14 anos. 20 vagas. Inscrições pessoalmente dia 1/06 a partir das 14h, no 1º pavimento. Vagas remanescentes: inscrições a partir do dia 2/06, no local e também pelo email cursos@belenzinho.sescsp.org.br [sujeito à confirmação]. Sala de Oficinas 3.


De 30/06 a 28/07. Quintas, das 18h30 às 21h30. Destinado ao aprimoramento da escrita como ferramenta de comunicação, bem como o desenvolvimento das habilidades necessárias para a composição de um roteiro de história em quadrinhos. Entre outros temas abordados, que vão desde a concepção da história à sua realização sobre o papel na forma de um roteiro para HQ, destacam-se criação de argumento, personagens, tempo e narrativa, narrativa gráfica, além de um módulo dedicado ao desenvolvimento e apresentação de projetos para editoras e editais. Coordenação de Marcela Godoy. Duração: 5 encontros. Acima de 16 anos. 20 vagas. Inscrições pessoalmente dia 1/06 a partir das 14h, no 1º pavimento. Vagas remanescentes: inscrições a partir do dia 2/06, no local e também pelo email cursos@belenzinho.sescsp.org.br [sujeito à confirmação]. Sala de Oficinas 2.
 

ENCONTRO COM IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO

O escritor Ignácio de Loyola Brandão conversa com o público sobre os livros selecionados para o projeto Estante Viva. Jornalista, cronista, romancista e contista, é autor de Não Verás País Nenhum, O Beijo Não Vem da Boca, O Anônimo Célebre, entre outros.

Este encontro faz parte do projeto do Estante Viva. A cada mês, um escritor convidado seleciona livros do acervo da biblioteca do SESC Belenzinho que foram marcantes em sua trajetória. A estante especial de cada autor fica disponível na biblioteca por um mês e é comentada pelo escritor em um encontro com o público.

SESC Belenzinho
25/05 Quarta-feira às 20h

Informações: (11) 2076-9700 ou http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=193853

quarta-feira, 18 de maio de 2011

PADARIA, PADOCA, PADARA

Depois de horas de jejum para fazer exame de colesterol, o que mais gostoso que entrar numa padaria para comer um pão com manteiga na chapa e tomar um expresso com leite? Aliás, café na padaria é sempre muito bom, é começar o dia de férias, um pequeno luxo de grandes efeitos.

Sempre gostei de padaria, desde pequena. Em casa, o lanche da tarde era a manteiga derretendo no pão na companhia do café com leite. Cada fornada tinha hora certa para sair. O cheiro de fermento ia abrindo o apetite da gente. O pão crocante vinha embrulhado num papel rosa escuro. Esperávamos na fila, a mesma rotina seis dias por semana. Como todo o comércio, padaria ficava fechada aos domingos, dia em que e as pessoas realmente descansavam. Quem quisesse bengala, leite fresco ou manteiga, que comprasse na véspera ou fizesse em casa. Toda padaria tinha um balcão no canto, onde a pinga era vendida junto com pastéis, ovos empanados e linguiça aos pedaços. Por trás do balcão, prateleiras de vidro acomodavam desde garrafas de bebida até latas de ervilha e velas de aniversário. Com a perspectiva de crescimento, os pinguços foram remanejados para os bares do bairro e móveis centrais foram instalados, onde os itens mais apetitosos e atraentes foram expostos.

As padarias começaram a oferecer mais produtos e serviços, atraindo mais clientes. Tornaram-se um grande negócio no almoço e os pães e bolos foram se diversificando. Nesta época, eu já morava sozinha e adorava tomar o café da manhã numa padaria em frente de casa. Era bom estar acompanhada, ainda que no anonimato das cidades grandes, naquela que achava ser a mais solitária das refeições de solteira, o café da manhã. A novidade das padarias era o pão de queijo e as máquinas de café expresso que ainda dividiam espaço com o café coado no filtro de pano.

Finalmente, veio a revolução das padarias com seus sanduíches de metro, salgadinhos, pizzas, e pães gourmets, dando novas funções para o antigo estabelecimento.  Encomendas pela Internet, delivery  e franquias aconteceram rapidamente. Padaria virou um negócio muito lucrativo e ganhou até um apelido pop, padoca. As boutiques de pães passaram a reluzir, totalmente reformadas, reunindo famílias e amigos nas mais diversas ocasiões, dos brunches até as comemorações de aniversário e happy hours entre os colegas de trabalho.  

Ainda restam algumas poucas padarias antigas e tradicionais, minhas favoritas, que em casa carinhosamente chamamos de padara.  Elas não têm vergonha do balcão de alumínio nem do tule separando o pão doce das abelhas. Têm uma linha de produtos simples, mas honesta e consistente.  Não se preocupam em inovar, mas fazem de tudo para continuar fazendo o que fazem muito bem. Os cuidados são pequenos e os resultados enormes. Assim como quando entro na padaria e antes mesmo que eu me sente no balcão, minha média escura já está servida e meu pão já está chiando na chapa. Posso conversar sobre futebol, o preço da gasolina, o calor fora de época, ou simplesmente curtir meu café da manhã depois de um exame de colesterol.