quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Janela em São Paulo

Vejo as mesmas casinhas de bairro neste fim de tarde. Mãe preparando jantar, criançada assistindo televisão ou brigando para não tomar banho, uma velhinha tentando lembrar do que se esqueceu, passarinho fechando o expediente, uma furadeira solitária fora de hora, luzes começando a piscar, uma faixa de verde minguada antes do horizonte de prédios, nuvens acizentadas por todo lado, algumas antenas captando o inevitável, um prédio intruso atrapalhando o horizonte, tudo muito desalinhado. Patético como a gente se contenta com bem pouco, uma janela, um horizonte, e eu aqui empoleirada na minha imaginação.